segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O IMPÉRIO ROMANO


Otávio tornou-se o primeiro Imperador, governando de 27 a.C. a 14 d.C. Suas primeiras medidas tinham por finalidade reestruturar a administração do novo Estado Imperial: restringiu as funções do Senado; criou uma nova ordem administrativa (as prefeituras); melhorou as formas de cobranças de impostos; instituiu a guarda pretoriana com a função de garantir a proteção do imperador.

Na economia, Otávio incentivou a produção e protegeu as rotas comerciais. Empreendeu a construção de várias obras públicas, o que gerou muitos empregos aos plebeus.
Para ganhar popularidade, Otávio adotou a política do “pão e circo”.
A paz, a prosperidade e as realizações artísticas marcaram o governo de Otávio Augusto. O século I, em que transcorreu seu governo, ficou conhecido como “a pax romana”.


Após o governo de Otávio, o Império Romano foi governado por várias dinastias:


1. Dinastia Júlio-Claudiana (do ano 14 ao 68).


2. Dinastia dos Flávios (do ano 69 ao 96).


3. Dinastia do Antoninos (do ano 96 ao 192).


4. Dinastia dos Severos (do ano 193 ao 235).

                                         

                                                CRISE E DECADÊNCIA DO IMPÉRIO

 O império Romano, no século III, foi afetado pela crise geral do escravismo, iniciada nos reinados dos últimos Antoninos. A prosperidade romana estava alicerçada na agropecuária e, nessa época, ocorreu uma decadência na produção de técnicas agrícolas, sobretudo na Itália. Somou-se a isso a interrupção da expansão romana no Ocidente, que levou à falta de mão-de-obra escrava, barateando,assim, o trabalho livre e assalariado. Os proprietários passaram a arrendar suas terras aos colonos, instituindo o “sistema de colonato” (a permanência do camponês na terra).

Desses fatores, resultou a diminuição da arrecadação de tributos, levando o Estado a dificuldades de manter a máquina administrativa, principalmente o exército, o que culminou com as invasões bárbaras.

                                                  O DOMINATO


O Dominato era uma monarquia despótica e militar, semelhante ao helenístico, ou seja, o poder do governante tinha uma fundamentação religiosa. O nome dessa instituição derivou de dominus (senhor), que foi como passaram a se intitular os imperadores a partir de Diocleciano.

No governo de Diocleciano, foi criada a Tetrarquia. Para melhorar a defesa das fronteiras, principalmente com a pressão dos bárbaros, o Império foi dividido em quatro partes, cada uma delas com governo próprio. Na economia, Diocleciano tentou reduzir a inflação, por meio do Edito Máximo que consistia na fixação dos preços máximos para os produtos comercializados e um limite de ganhos sobre a jornada de trabalhos.
Em 313, Constantino assumiu o poder e restabeleceu a unidade imperial, valorizando a idéia de que a base do Império estava fundada nas províncias do Oriente. Estabeleceu, em 330, a capital do Império Romano na antiga colônia grega de Bizâncio, rebatizada com o nome de Constantinopla. Além disso, instituiu o Edito de Milão, no qual reconheceu a religião cristã, transformando-a na mais importante de Roma. Ainda no século IV, os bárbaros iniciaram as invasões em busca de terras férteis. Em 378, os visigodos investiram contra o Império Romano, vencendo-o na batalha de Adrianópolis.
Teodósio foi o último imperador uno, instituiindo o Edito de Tessalônica, em 330, pelo qual a religião cristã tornava-se oficial do Império.
Por ocasião da morte de Teodósio (395), o Império foi divido em Ocidente, governado por Honório, e Oriente, governado por Arcádio – ambos filhos do Imperador.
O Império Romano decaiu em 476, invadido pelos hunos.
                                                                 
                                                              O CRISTIANISMO

                                                          O surgimento e expansão do cristianismo estiveram ligados diretamente ao Império Romano. A princípio, os romanos tinham uma religião politeísta dividida entre doméstica e oficial. Na doméstica, as famílias consideravam seus antepassados protetores e os cultuavam. Todas as casas possuíam um altar onde eram realizados os cultos.

Os romanos cultuavam diversas divindades herdadas dos gregos como Júpiter, Vênus, Diana, Baco, Minerva, Netuno e outros.
O cristianismo surgiu na Palestina, uma província romana e, progressivamente, difundiu-se por todo o Império Romano. É uma religião monoteísta, messiânica e profética. Jesus Cristo ensinou o amor a um único Deus, ao próximo, assim como pregou a humildade e a fraternidade.
Os princípios do cristianismo são: a crença na Trindade, crença em anjos, no juízo final, na ressurreição da carne e na vida eterna. A Boa Nova dos cristãos foi pregada pelos apóstolos, no Oriente, e chegou até Roma, posterior a morte de Cristo.
Inicialmente, essa religião foi muito perseguida pelo Estado romano. Mas, após sua oficialização por Teodósio, constituiu-se como a religião universal e a mais importante do Ocidente.



                                                                CULTURA
A cultura romana foi influenciada pela cultura grega. Após sua expansão pelo Mediterrâneo Oriental, essa influência intensificou-se, na medida em que os romanos entraram em contato direto com a cultura helenística.

O Direito romano foi um dos aspectos mais importantes que os romanos deixaram para outros povos. Ele surgiu como resultado de um processo histórico lento, fruto de lutas sociais distintas entre patrícios e plebeus.
A igualdade civil conseguida entre as duas camadas sociais possibilitou o aprimoramento do jus civili romano. Por outro lado, a conquista de outros povos exigiu um tratamento especial para os mesmos, originando o jus gentium. É de suma importância a introdução dos princípios de um direito natural, como por exemplo, o direito à vida.
Na literatura, destaque para Cícero, orador; os poetas Horácio, Ovídio e Virgílio; e como historiador, Tito Lívio, autor de História de Roma.
A Arquitetura foi a arte mais desenvolvida, marcada pela grandiosidade de suas construções: muralhas, estradas, teatros, anfiteatros, templos, aquedutos, termas e outros

domingo, 22 de agosto de 2010

O CAVALO DE TRÓIA


O cavalo de Tróia faz parte de um dos famosos estratagemas criados por Ulisses, com a finalidade de pôr termo à guerra travada com os Troianos que já durava há dez anos.


A guerra de Tróia foi desencadeada por Páris (filho do rei troiano Príamo) que, apaixonado por Helena (casada com Menelau), a raptou. Os príncipes gregos juntaram-se para defender a honra de Menelau e, sob o comando de Agamémnon, atacaram Tróia. Durante dez anos, os Gregos puseram cerco a Tróia, mas sem qualquer resultado vitorioso. Até que o herói Ulisses, que era muito inteligente, ardiloso e conhecido pela sua grande capacidade de orador, se lembrou de uma artimanha. Fingindo a derrota, os Gregos deixaram, como oferta, um enorme cavalo de madeira às portas das muralhas de Tróia.
 Convencidos da vitória, os Troianos transportaram o cavalo para dentro da cidade e festejaram durante toda a noite. Quando os Troianos, embriagados e cansados, começaram a dormir, guerreiros gregos, entre eles Ulisses, saíram do ventre do cavalo de madeira e atacaram-nos, conquistando por fim a cidade de Tróia. Esta foi então incendiada, o rei Príamo e a sua família foram mortos e Helena voltou para o marido.
Diz a lenda que a verdadeira Helena tinha ficado no Egipto, onde Menelau mais tarde a encontrou, e que Páris apenas tinha raptado o seu fantasma. Esta eventual estadia de Helena no Egipto é também justificada por um naufrágio sofrido durante a viagem de regresso e que terá levado Helena e Menelau até àquele país. O casal só conseguiu chegar a Esparta oito anos depois da guerra de Tróia.

OS VIKINGS



INTRODUÇÃO
Os vikings eram povos que habitavam a região da Península da Escandinávia (extremo norte da Europa) nas épocas Antiga e Medieval. Foram também chamados de normandos pelos franceses e italianos na Idade Média. A palavra viking origina-se do normando “vik” cujo significado mais provável é “homens do norte”.

UM POVO GUERREIRO


Durante a época antiga e medieval eles estabeleceram vários contatos comerciais com a Europa. Porém, entre os séculos VIII e XI, começaram a fazer várias incursões no continente europeu com o objetivo de saquear riquezas e conquistar terras. As pesquisas arqueológicas e os relatos históricos indicam que, através dos rios, penetraram em território europeu com seus barcos (drakars), levando o medo e a morte em regiões da França, Alemanha, Inglaterra, Irlanda e Rússia. A instabilidade, causada pelas invasões, fizeram com que o s europeus construíssem castelos e reforçassem a segurança nos portos, mas de nada adiantou em função do grande poderio bélico dos “povos do norte”. Além de ter favorecido a construção de castelos, as incursões estimularam a descentralização política durante o feudalismo.

                                                     CULTURA,RELIGIÃO E MITOLOGIA

A economia dos vikings baseava-se na pesca (principalmente do bacalhau) e do comércio marítimo que praticavam na região norte da Europa. Eram povos guerreiros, fato que impunha muito respeito na região. Fabricavam armas e scudos de metal e embarcações de guerra (drakar).

Não eram cristãos (somente por volta do ano 1000, com o contato com os europeus, começaram a aderir ao cristianismo), pois acreditavam em vários deuses (religião politeísta) ligados às forças da natureza. Odin (deus da sabedoria e da guerra) era a maior divindade entre este povo. Também acreditavam em outros deuses como, por exemplo, Thor (deus do trovão e filho de Odin) e Freyr (deus da paz e fertilidade).
Acreditavam também nas valkirias, mulheres valentes que cavalgavam com Odin durante as batalhas. Eram elas que conduziam os bravos guerreiros, mortos em batalhas, para a valhalla (o céu dos vikings).

thor,Deus viking da guerra

Os grandes monumentos gregos


 PARTENON

O Partenon,é provavelmente o mais conhecido de todos os templos gregos da antiguidade. Construído entre 480 e 323 a.C. representa todo o refinamento e estilo da arquitetura de Atenas nesse período. Dedicado à deusa Atenas foi posteriormente transformado em igreja dedicada à Santa Sofia, e mais tarde convertido pelos francos na Catedral de Santa Maria de Atenas. Foi depois transformado em mesquita pelos turcos.

Erguidas sobre fundações de alvenaria de calcáreo, que atingiam alguns metros de profundidade, as construções desse período foram capazes de resistir por mais de 20 séculos, mesmo em regiões de razoável atividade sísmica. O estado atual do Partenon é devido à uma explosão no depósito de pólvora que tinha sido instalado no edifício no ano de 1687 que o danificou bastante. Foram destruídos 28 pilares, as paredes internas e as lajes de mármore da cobertura. Originalmente, a estrutura do Partenon era a indicada no esquema ao lado.
Erguidas sobre fundações de alvenaria de calcáreo, que atingiam alguns metros de profundidade, as construções desse período foram capazes de resistir por mais de 20 séculos, mesmo em regiões de razoável atividade sísmica. O estado atual do Partenon é devido à uma explosão no depósito de pólvora que tinha sido instalado no edifício no ano de 1687 que o danificou bastante. Foram destruídos 28 pilares, as paredes internas e as lajes de mármore da cobertura. Originalmente, a estrutura do Partenon era a indicada no esquema ao lado.

Uma das marcas do Partenon, são suas colunas. As externas, são 46 no total, possuem 10,43 m de altura, 1,90 m de diâmetro na base e 1,45 m no nível do capitel, um esquema dessas colunas pode ser visto na figura ao lado.
O refinamento atingido pelos construtores gregos pode ser percebido pelos esquemas abaixo, que mostram como foram feitos o pilares e vigas dessa estrutura a partir da junção de blocos de pedra com cavilhas de madeira.

 
 
 
 
 
 

O Partenon é um templo grego erguido em Atenas, na época do governo de Péricles, em homenagem a Atena, filha de Zeus na mitologia grega. Após a destruição da cidade de Atenas pelas invasões dos persas, não havia restado nada além de templos arruinados, e não havia um templo que pudesse demonstrar a importância da cidade. Péricles então sugeriu que se construísse um templo grandioso, que pudesse comportar uma estátua de proporções gigantescas em homenagem à deusa Atena: uma estátua coberta de ouro e marfim. No ano de 448 antes de Cristo, após muitas discussões, resolveu-se construir o Partenon. Os arquitetos escolhidos para o projeto do templo foram Ictino e Calícrates, e o escultor escolhido foi Fídias. O projeto alcançou popularidade entre os atenienses, pois além de representar um monumento à glória da própria cidade, a construção em si geraria muitos empregos remunerados pelo poder público. Plutarco, em seu livro A Vida de Péricles, descreveu uma verdadeira legião de trabalhadores de especialização bastante diversificada, que foram empregados na construção do templo. Os templos em homenagem aos deuses gregos eram geralmente construídos em escala monumental, sendo constituídos de materiais nobres caros, porém duráveis. Empregava-se largamente, por exemplo, o uso do mármore.

Tais construções contrastavam muito com as moradias gregas, estas muito humildes, da mesma forma que, na Idade Média, as vultosas catedrais contrastavam com as pequenas e modestas casas que as cercavam. No entanto, os templos gregos destruídos pelos persas não foram reconstruídos, e apenas pensou-se novamente na construção de um novo templo a partir da sugestão de Péricles. O Partenon trata-se de um templo cercado por uma fileira única de colunas dóricas, possuindo as medidas de 30,88 metros de frente por 69,50 metros de fundo. As colunas são dispostas em número de oito nas partes frontal e de fundo, e são dispostas em número de dezessete nas laterais. O diâmetro das colunas são de 1,91 metros em sua base, e possuem uma altura de 10,43 metros. As colunas se estreitam ligeiramente conforme a altura aumenta. O santuário principal (a câmara onde se situa a estátua de Atena) é dividido em duas partes, diferentemente do modo usual como as câmaras santuárias eram construídas nos demais templos. As dimensões de largura e profundidade do templo obedecem à proporção 9:4, assim como o diâmetro das colunas em relação à distância entre os eixos delas também obedecem a essa mesma proporção. A largura frontal, em relação à altura do templo, da mesma forma, obedece à proporção 9:4. Portanto, a coerência harmônica das proporções do Partenon tem origem em relações matemáticas. A construção do Partenon foi bastante dificultosa, pois as fontes dos materiais empregados eram situadas em lugares longínquos. O mármore utilizado na construção do templo era transportado por cerca de 16 quilômetros, da fonte ao local de seu uso. O transporte do mármore era bastante custoso, e os gregos jamais haviam concebido a construção de um templo inteiramente em mármore.

                                                     O TEMPLO DE ÁRTEMIS 

   

 Foi o Templo de Artemis em Éfeso.
Erguido por Creso, rei da Lídia (450 a.C. ), em Éfesso, na atual Turquia, em honra à deusa dos bosques.
Media 138 m por 71,5 m, com colunas de 19,5 m. Famoso pela obras de arte, entre elas a escultura de Ártemis em ébano, ouro, prata e pedra preta. Incendiado por uma maníaco. Reconstruído em 356 a.C. foi arrasado pedos godos. Algumas esculturas estão no Museu Britânico.

A estrutura que ganhou uma marca na lista da Maravilhas foi contruída por volta de 550 a.C.
Conhecido como um grande templo de mármore , foi patrocinado pelo rei da Lídia Croesus e foi desenhado pelo arquiteto Grego Quérsifron e por seu filho Metágenes. Foi decorado com estátuas de bronze esculpidas pelos mais experientes artistas de sua época: Fídias, Polyceitus, Kresilas e Phradmon. Na noite de 21 de julho de 356 a.C. (noite de nascimento de Alexandre, o Grande), um homem louco chamado Eróstrato queimou o templo, colocando-o no chão, numa tentativa de imortalizar seu nome. Foi reconstruído, dessa vez, em 20 anos.
Quando São Paulo visitou Éfeso para pregar o Cristianismo no século I d.C., ele foi confrontado pelo culto a Artemis que não tinha nenhum plano de abandonar seus deuses. E quando o templo foi destruído pelos barbaros godos em 262 d.C., os Gregos efesianos juraram reconstruí-lo. No século 4 d.C. a maioria dos Gregos efesianos se converteram para o Cristianismo e o templo perdeu sua importância religiosa. O capítulo final veio em 401 d.C. quando o Templo de Artemis foi divido por
São João Crisostomo
(Santo da Grega Catolica Ortodoxa Igresa). Éfeso foi mais tarde foi desertada, e somente no fim do século XIX o local foi escavado. A escavação revelou as fundações do templo e a estrada para o agora local pantanoso. Tentativas de reconstruir o templo foram feitas recentemente, mas somente poucas colunas foram reerguidas
.
Este templo levou 200 anos para ficar pronto, em 550 a.C., pois foi reconstruído e aumentado muitas vezes. Somente na quarta expansão, o Templo foi incluído na lista das Maravilhas do Mundo. Era notável pela suas 127 colunas de mármore. Elas estavam dispostas em fila dupla, em volta da cela (espaço interno).
• A fundação do templo era em forma retangular, semelhante a muitos templos da época. Diferente dos outros santuários, entretanto, a construção era feita de mármore, à exceção de sua cobertura em azulejo e madeira, com uma fachada decorada sobre um amplo pátio. Degraus de mármore ao redor da plataforma da construção levavam para o terraço alto retangular de aproximadamente 80 m por 130 m. As colunas, de 20 m de altura, eram de arquitetura jônica e com entalhes nos lados circulares. Era notável pela obras de arte que o adornavam e pelas suas 127 colunas de mármore, no total. Elas estavam alinhadas ortogonalmente em fila dupla sobre a área total da plataforma, exceto na cela central ou casa da deusa.
Das esculturas, salvaram-se cópias da famosa estátua de Ártemis, em versão pouco grega da deusa, pelo excesso de rigidez. Apresenta-se de pé, tensa, em posição de sentido, com as mão estendidas para os lados. A estátua original, em ouro, ébano, prata e pedra negra, tinha as pernas e quadris cobertos por um manto. Altos-relevos de animais e abelhas lhe decoravam as vestes e um penteado piramidal lhe encimava a cabeça.
A descrição detalhada do templo ajudou os arqueologistas a reconstruírem o edifício. Muitas reconstruções tal como a de H. F. von Erlach, descreveram a fachada com um pórtico de 4 colunas que nunca existiram. Reconstruções mais precisas podem dar-nos uma idéia sobre o design geral do templo. Entretanto, sua verdadeira formosura repousa nos detalhes arquitetônicos e artísticos que continuarão desconhecidos para sempre.
Hoje o local do templo é um campo pantanoso. Uma única coluna está erguida para lembrar aos turistas que uma vez, esteve naquele lugar uma das maravilhas do mundo antigo

Localização: Na antiga cidade de Éfeso, próxima à atual cidade de Selcuk, cerca de 50 km ao sul de Izmir, na costa oriental da região onde hoje se situa a Turquia.
Dimensões: 80 x 130 x desconhecida m (largura x profundidade x altura)
Função da Construção: Construção Religiosa
Civilização Construtora: Grega
Anos de Existência: 194 anos (ainda existem pedaços)
Material Predominante: Mármore



COLOSSUS DA ILHA DE RODES


Em toda a sua história, a antiga Grécia era composta de cidades-Estados as quais tinham poder limitado fora de suas fronteiras. Na pequena ilha de Rhodes havia três destas: Ialysos, Kamiros e Lindos. Em 408 a.C., as cidades uniram-se para formar um único território, com uma capital unificada, Rhodes.
A cidade prosperou comercialmente e tinha forte laços econômicos fixada com seu principal aliado, Ptolomeu Soter do Egito. Em 305 a.C., os Gregos da Macedônia que também eram rivais de Ptolomeu, cercaram Rhodes para numa ação para quebrar a aliança Rodo-Egípcia. Eles nunca conseguiram penetrar na cidade. Quando um acordo de paz foi assinado em 304 a.C., os Gregos da Macedônia suspenderam o cerco, deixando um rico equipamento militar para trás. Para celebrar sua união, os rodianos venderam o equipamento e usaram o dinheiro para erguer uma enorme estátua representando seu deus do sol, Hélio.

A construção do Colossus levou 12 anos e foi terminada em 282 a.C. Por anos, a estátua ficou na entrada do porto, até que um forte terremoto atingiu Rhodes em 226 a.C. A cidade estava completamente destruída e o Colossus quebrou-se no seu ponto mais fraco: o joelho. Imediatamente, os rodianos receberam uma oferta de Ptolomeu Eurgetes do Egito que cobriria todos os custos de reparação para o monumento tombado. Entretanto, um oráculo foi consultado e proibiu areconstrução.
A oferta de Ptolomeu foi recusada.


 Por quase um milênio, a estátua quebrada permaneceu em ruínas. Em 654 d.C., os barbaros árabes invadiram Rhodes.
Eles desmontaram o resto do Colossus quebrado e venderam para um comerciante judeu da Síria.
Acredita-se que os fragmentos foram transportados para a Síria nas costas de 900 camelos, e após foi derretido.

• O projeto foi licenciado pelo escultor Rodiano
Cares de Lindos. Para construiu a estátua, seus trabalhadores fundiram a parte externa de bronze da pele. A base foi feita de mármore branco e o pé e o tornozelo da estátua foram ligados primeiro. A estrutura foi gradualmente erguida à medida que o bronze era reforçado com uma estrutura de 7t de ferro e rochas para apoiar a estátua. Para alcançar as partes mais altas, foi construída uma rampa desde o chão e que envolvia a estátua; ela, mais tarde, foi retirada. Quando o Colossus estava pronto, ele tinha 46 m de altura e pesava cerca de 70t. E quando estava caído, "poucas pessoas puderam fazer seus braços armas encontraram em volta do polegar", escreveu Pliny.


Localização: Na entrada do porto na ilha de Rhodes no Mediterrâneo, Grécia.
Dimensões: desconhecido x desconhecido x 46 m (largura x profundidade x altura)
Função da Construção: Construção Artística
Civilização Construtora: Grega
Anos de Existência: 56 anos
Material Predominante: Bronze Marmori Pedra e ferro.



                                             A ESTÁTUA DE ZEUS


               
 "Em sua mão direita uma figura de Vitória feita de marfim e ouro. Em sua mão esquerda, seu cetro embutido com todos os metais, e uma águia empuleirada no cetro. As sandálias do deus são feitas de ouro, como o seu manto."
(Pausanias, o Grego em 2 d.C .) 








 O magnífico templo de Zeus foi desenhado pelo arquiteto Libon a foi construído entre 456 e 447 a.C. Sob o poder crescente da Grécia Antiga, o templo em estilo Dórico simples tornou-se muito mundano, e modificações foram necessárias.
O escultor atenense Fídias, o mais célebre escultor da Antigüidade, foi designado para realizar a majestosa estátua de zeus.
Depois desta estátua, Fídias não fez mais nenhuma outra obra.

O templo foi destruído por fogo no século 5 a.C.. Antes, a estátua foi transportada pelos Gregos abastados para um palácio em Constantinopla. Lá, sobreviveu durante algum tempo, mas não resistiu a um severo incêndio em 462 d.C. Hoje, nada resta do local no velho templo, exceto rochas e ruínas, a fundação do prédio, e colunas em destroços.

Tinha 15 metros de altura, foi feita de marfim e ébano e era toda incrustada de ouro e pedras preciosas. mostrava Zeus sentado em seu trono de cedro. Tinha uma coroa em torno da cabeça. Trazia uma estátua de Nicéia, deusa da vitória, em sua mão direita espalmada, e um cetro (bastão de rei) com uma águia na sua mão esquerda. 


• Fídias começou a trabalhar na estátua por volta 440 a.C.. Anos antes, ele tinha desenvolvido uma técnica para construir colossais estátuas de ouro e marfim. Esta foi feita erguendo uma armação de madeira no qual lâminas de metal e marfim colocadas para suprir a cobertura externa. A oficina de Fídias em Olímpia foi descoberto em 1950 e ainda existe, e é, coincidentemente, - ou não - idêntica no tamanho e orientação ao templo de Zeus. Lá, ele esculpiu os diferentes pedaços da estátua antes de montá-la no templo.

Quando a estátua foi terminada, quase não entrou no templo. Strabo escreveu:
"... embora o templo seja muito grande, o escultor é criticado por não Ter calculado as proporções corretas. Ele mostra Zeus sentado, mas com a cabeça quase tocando o teto, então nós temos a impressão de que se Zeus se levantasse, destelharia o templo."

Strabo estava certo, exceto quando ele disse que o escultor deve ser elogiado e não criticado. É este tamanho impressionante que fez a estátua tão maravilhosa. A idéia de que o rei dos deuses é capaz de destelhar o templo se ele se levantasse, fascinou igualmente a poetas e historiadores. A base da estátua era de 6,5 m de largura e 1 m de altura. A altura da própria estátua era de 13 m, equivalente a um moderno edifício de 4 andares.

Cópias da estátua foram feitas, incluindo um grande protótipo em Cirene, na Líbia. Nenhuma delas, entretanto, sobreviveu até os dias de hoje. Reconstruções anteriores foram feitas por von Erlach, sabendo-se agora que era imprecisa. Nós podemos apenas imaginar a verdadeira aparência da estátua - o maior trabalho da escultura grega.


Localização: Na antiga cidade de Olímpia, na costa oeste da atual Grécia, cerca de 150 km a oeste de Atenas
Dimensões: 6,5 x desconhecida x 15 m (largura x profundidade x altura)
Função da Construção: Construção Artístico-Religiosa
Civilização Construtora: Grega
Anos de Existência: 909 anos
Material Predominante: Marfim e ouro                                             
                                                                                                                                                                

A GRANDE MURALHA


Quantos quilômetros a Grande Muralha tem? Isso é uma pergunta difícil para responder. A Grande Muralha não é um muro só. Ela consiste de muitos muros construídos em épocas diferentes, espalhando-se amplamente pela China. Através da história chinesa, foram construídos no total mais de 50 mil quilômetros da Grande Muralha, mas a maior parte não existe mais.


No século 11 antes de Cristo, na época da Dinastia Zhou do Oeste, documentou-se pela primeira vez a construção de uma muralha para autodefesa.
Do século sete ao século três antes de Cristo, era a época da Dinastia Zhou do Leste. Havia vários principados, e aí, guerras constantes entre eles. Os principados construíram muralhas de autodefesas nas fronteiras. Os muros daquela época não eram da forma de um muro grande, mas eram muros dispersos. O comprimento da construção total era de mais de 5.000 quilômetros. Hoje na China, ainda existe uma parte da Grande Muralha daquela época.
Até o ano 221 antes de Cristo, o primeiro imperador de Dinastia Qin unificou os principados e fundou a China. Começou a Dinastia Qin (221-207, antes de Cristo). O primeiro imperador da Dinastia Qin começou a demolir as muralhas construídas pelos principados. Ao mesmo tempo, para defender-se de Hun, uma etnia chinesa antiga do norte, ele mandou mais de uma milhão de pessoas para o norte para construir a Grande Muralha. A Grande Muralha da Dinastia Qin se estendeu por mais de 5.000 quilômetros, e era a primeira Grande Muralha bem construída.

                                                                               


Até a Dinastia Han (227 antes de Cristo - 220), a etnia Hun do norte invadiu de forma mais forte e com mais freqüência no sul. Por um lado, a Dinastia Han tentava desenvolver boa relação com a Hun, por exemplo, por casamentos entre Han e Hun. Por outro lado, Han começou a construir a Grande Muralha em larga escala. Além de restaurar a Grande Muralha da Dinastia Qin, construiu-se também a Granda Muralha no oeste, no norte, no leste, e uma Grande Muralha exterior. No total, construiu-se mais de 100 mil quilômetros da Grande Muralha na Dinastia Han. Isso era a maior construção da Grande Muralha na história.


Do ano 420 ao ano 581, na Dinastia do Norte e do Sul, o norte ficavam ao sul. Múltiplos níveis da muralha foram construídos ao norte do Rio Amarelo nessa época. O comprimento total chegou a 5.000 quilômetros.
No ano 581, a Dinastia Sui unificou de novo o país. Construíram-se mais 2.000 - 2.500 quilômetros de muralha acima do Rio Amarelo.


Na Dinastia Tang (618-907), a China ficou muito poderosa. As etnias ao norte e ao oeste da Grande Muralha chegaram a embutir seus conceitos à China. Assim, a Dinastia Tang não construiu muralha de autodefesa. Construiu somente três torres no Monte Yin para atender as etnias. As três torres foram conectadas por uma muralha a qual se estendia cerca de só 200 quilômetros
Depois da Dinastia Tang, começou-se a época das Cinco Dinastias (907-960). O Regime de Liao e o Regime de Jin do norte da China tinham conflitos e lutas com Mongóis e outras etnias. Assim, foram construídos 7.000 quilômetros de muralhas no nordeste e na Mongólia Interior de hoje.


Na Dinastia Ming, foram construídas muralhas no norte para a defesa de etnias. Foram construídas também muralhas em lugares estratégicos no sudeste ao longo da costa para a defesa da invasão de estrangeiros. A Grande Muralha construída na Dinastia Ming estendia-se cerca de 7.500 quilômetros. Ela é a Grande Muralha conhecida hoje pelo mundo.


A Dinastia Qing (1644-1911), não se interessou pela construção da Grande Muralha e construiu pouco. No começo de Qing, restaurou-se uma parte da Grande Muralha velha, e construiu-se 1.300 quilômetros de muralha em Liaoning.
Além disso, durante a época de Jin (265-420), a época dos Três Reinos (220-265), a da Dinastia Sui (581-681) e da Dinastia Tang (618-907), várias etnias e vários reinos, tais como a etnia coreana e o Reino de Liao, construíram também suas próprias muralhas. No total, construíram mais de 15.000 quilômetros.
                                                            
                                               A MURALHA MAIS ANTIGA


  A muralha mais antiga é do Reino Chu (688-292, antes de Cristo) da Dinastia Zhou do Oeste (770-221, antes de Cristo). Ela é situada na cidade Nanyang da Província Henan. O desenterramento e a pesquisa de relíquias culturais ainda não estão prontos.

                                                     A Grande Muralha da Dinastia Ming
                                                         
A Grande Muralha conhecida pelo mundo hoje em dia é a muralha da Dinastia Ming (1368-1644). Ela começa na cidade Dandong da Província Liaoning e acaba na região Keshi na fronteira chinesa no sudoeste em Xinjiang. Até hoje, um terço da Grande Muralha de Ming está restaurada e na boa forma, um terço ainda está quebrada, e outro um terço não existe mais. A proteção da Grande Muralha tornou-se cada vez mais importante na China.
 
                                                     A Grande Muralha na história
 
 
 
É verdade que a Grande Muralha era um mecanismo de autodefesa, embora ela não tinha conseguido manter nenhuma dinastia até hoje. O progresso da história anda pelo seu próprio ritmo.


Havia uma opinião por muitos anos, que a construção da Grande Muralha significou guerras e conservadorismo. Sobre isso, os historiadores têm uma opinião diferente.
Andando pela história chinesa, pode se encontrar cenários bem diferentes do ponto de visto que a Grande Muralha signifique guerras e conservadorismo.
Na época da Dinastia Zhou do Leste (770-721, antes de Cristo), os reinos tinham construído suas próprias muralhas para sua defesa. Mas, aquela época era uma das épocas mais abertas e ativas na história. Havia comércios ativos and culturas vivas, e os intercâmbios de pensamentos e de filosofia mais ativos na história têm uma boa influência até hoje.
Na Dinastia Han (260 antes de Cristo - 220), apareceu a Rota da Seda, que começou na China, atravessou pela Ásia Média e estendeu-se até o Mar Mediterrâneo. A Rota da Seda servia para transporte comercial entre o mundo oriental e o mundo ocidental, onde também se encontraram as civilizações diferentes intercambiando as culturas, tradições, religiões e inventos. A Grande Muralha de Han foi construída ao longo da Rota da Seda para proteger esta rota comercial entre o oriente e o ocidente.





Dinastia Ming (1368-1644), a Grande Muralha não era a fronteira chinesa, a qual ficava bem longe ao Norte da Muralha. Nessa época, a Grande Muralha ajudava muito a ordenar os comércios entre as regiões dentro e fora da muralha. Existia aí um sistema comercial, o qual funcionava pelas trocas de mercadorias ao longo da Grande Muralha. As mercadorias principais que vinham de fora da Grande Muralha consistiam em cavalo, pelagem de carneiro, couro e medicamento; e de dentro da Muralha, cereais, sal, açúcar, chá e tecido. Muitas fortalezas pela Grande Muralha se tornaram cidades prósperas na Dinastia Ming, tais como Xuan'hua, Datong, Shanghaiguan, etc.


Na Dinastia Qing (1644-1911), o governo não favorecia à construção da Grande Muralha e também não fez quase nada. O final de Qing era uma época mais conservadora na história.