quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

MITOLOGIA GREGA

                                                     INTRODUÇÃO



Os gregos criaram vários mitos para poder passar mensagens para as pessoas e também com o objetivo de preservar a memória histórica de seu povo. Há três mil anos, não havia explicações científicas para grande parte dos fenômenos da natureza ou para os acontecimentos históricos.
Portanto, para buscar um significado para os fatos políticos, econômicos e sociais, os gregos criaram uma série de histórias, de origem imaginativa, que eram transmitidas, principalmente, através da literatura oral.
 Grande parte destas lendas e mitos chegou até os dias de hoje e são importantes fontes de informações para entendermos a história da civilização da Grécia Antiga. São histórias riquíssimas em dados psicológicos, econômicos, materiais, artísticos,  políticos e culturais.


                                    ENTENDENDO A MITOLOGIA GREGA

Os gregos antigos enxergavam vida em quase tudo que os cercavam, e buscavam explicações para tudo. A imaginação fértil deste povo criou personagens e figuras mitológicas das mais diversas. Heróis, deuses, ninfas, titãs e centauros habitavam o mundo material, influenciando em suas vidas. Bastava ler os sinais da natureza, para conseguir atingir seus objetivos. A pitonisa, espécie de sacerdotisa, era uma importante personagem neste contexto. Os gregos a consultavam em seus oráculos para saber sobre as coisas que estavam acontecendo e também sobre o futuro. Quase sempre, a pitonisa buscava explicações mitológicas para tais acontecimentos. Agradar uma divindade era condição fundamental para atingir bons resultados na vida material. Um trabalhador do comércio, por exemplo, deveria deixar o deus Hermes sempre satisfeito, para conseguir bons resultados em seu trabalho.

OS PRINÇIPAIS SERES MITOLÓGICOS DA GRÉÇIA ANTIGA ERAM:


-Herois: seres mortais, filhos de deuses com seres humanos. Exemplos : Herácles ou Hércules e Aquiles.
-Ninfas:seres femininos que habitavam os campos e bosques, levando alegria e felicidade.
-Sátiros: figura com corpo de homem, chifres e patas de bode.
-Centauros:corpo formado por uma metade de homem e outra de cavalo.
-Sereias:mulheres com metade do corpo de peixe, atraíam os marinheiros com seus cantos atraentes.
Górgonas: mulheres, espécies de monstros, com cabelos de serpentes. Exemplo: Medusa
Quimerasmistura de leão e cabra, soltavam fogo pelas ventas.




                                            O MINOTAURO
O Minotauro (touro de Minos) é uma figura mitológica criada na Grécia Antiga. Com cabeça e cauda de touro num corpo de homem, este personagem povoou o imaginário dos gregos, levando medo e terror. De acordo com o mito, a criatura habitava um labirinto na Ilha de Creta que era governada pelo rei Minos.

Conta o mito que ele nasceu em função de um desrespeito de seu pai ao deus dos mares, Poseidon. O rei Minos, antes de tornar-se rei de Creta, havia feito um pedido ao deus para que ele se tornasse o rei. Poseidon aceita o pedido, porém pede em troca que Minos sacrificasse, em sua homenagem, um lindo touro branco que sairia do mar. Ao receber o animal, o rei ficou tão impressionado com sua beleza que resolveu sacrificar um outro touro em seu lugar, esperando que o deus não percebesse. 
Muito bravo com a atitude do rei, Poseidon resolve castigar o mortal. Faz com que a esposa de Minos, Pasífae, se apaixonasse pelo touro. Isso não só aconteceu como também ela acabou ficando grávida do animal. Nasceu desta união o Minotauro. Desesperado e com muito medo, Minos solicitou a Dédalos que este construísse um labirinto gigante para prender a criatura. O labirinto foi construído no subsolo do palácio de Minos, na cidade de Cnossos, em Creta.
Após vencer e dominar, numa guerra, os atenienses , que haviam matado Androceu (filho de Minos), o rei de Creta ordenou que fossem enviados todo ano sete rapazes e sete moças de Atenas para serem devorados pelo Minotauro.

Após o terceiro ano de sacrifícios, o herói grego Teseu resolve apresentar-se voluntariamente para ir à Creta matar o Minotauro. Ao chegar na ilha, Ariadne (filha do rei Minos) apaixona-se pelo herói grego e resolve ajudá-lo, entregando-lhe um novelo de lã para que Teseu pudesse marcar o caminho na entrada e não se perder no grandioso e perigoso labirinto. Tomando todo cuidado, Teseu escondeu-se entre as paredes do labirinto e atacou o monstro de surpresa. Usou uma espada mágica, que havia ganhado de presente de Ariadne, colocando fim aquela terrível criatura. O herói ajudou a salvar outros atenienses que ainda estavam vivos dentro do labirinto. Saíram do local seguindo o caminho deixado pelo novelo de lã.

O mito do Minotauro foi um dos mais contados na época da Grécia Antiga. Passou de geração em geração, principalmente de forma oral. Pais contavam para os filhos, filhos para os netos e assim por diante. Era uma maneira dos gregos ensinarem o que poderia aconteceu àqueles que desrespeitassem ou tentassem enganar os deuses.



DEUSES GREGOS

Na Grécia Antiga, as pessoas seguiam uma religião politeísta, ou seja, acreditavam em vários deuses. Estes, apesar de serem imortais, possuíam características de comportamentos e atitudes semelhantes aos seres humanos. Maldade, bondade, egoísmo, fraqueza, força, vingança e outras características estavam presentes nos deuses, segundo os gregos antigos. De acordo com este povo, as divindades habitavam o topo do Monte Olimpo, de onde decidiam a vida dos mortais. Zeus era o de maior importãncia, considerado a divindade seprema do panteão grego. Acreditavam também que, muitas vezes, os deuses desciam do monte sagrado para relacionarem-se com as pessoas. Neste sentido, os heróis eram os filhos das divindades com os seres humanos comuns. Cada cidade da Grécia Antiga possuía um deus protetor.
Cada entidade divina representava forças da natureza ou sentimentos humanos. Poseidon, por exemplo, era o representante dos mares e Afrodite a deusa da beleza corporal e do amor. A mitologia grega era passada de forma oral de pai para filho e, muitas vezes, servia para explicar fenômenos da natureza ou passar conselhos de vida. Ao invadir e dominar a Grécia, os romanos absorveram o panteão grego, modificando apenas os nomes dos deuses.

De acordo com o gregos, os deuses habitavam o topo do Monte Olimpo, principal montanha da Grécia Antiga. Deste local, comandavam o trabalho e as relações sociais e políticas dos seres humanos. Os deuses gregos eram imortais, porém possuíam características de seres humanos.
Ciúmes, inveja, traição e violência também eram características encontradas no Olimpo. Muitas vezes, apaixonavam-se por mortais e acabavam tendo filhos com estes. Desta união entre deuses e mortais surgiam os heróis.

Conheça os principais deuses gregos:

-Zeus: deus de todos os deuses, senhor do Céu.
-Afrodite: deusa do amor, sexo e beleza.
-poseidon: deus dos mares.
-Hades: deus das almas dos mortos, dos cemitérios e do subterrâneo.
-Hera: deusa dos casamentos e da maternidade.
-Apolo: deus da luz e das obras de artes.
-Ártemis: deusa da caça e da vida selvagem.
-Ares:  divindade da guerra.
-Atena:  divindade da guerra.
-Cronos: deus da agricultura que também simbolizava o tempo.
-Hermes: divindade que representava o comércio e as comunicações.
-Hefesto: divindade do fogo e do trabalho.


                        O ORÁCULO DE DELFOS
                                      
Situado em Delfos, o Oráculo de Delfos era dedicado principalmente a Apolo e centrado num grande templo, ao qual vinham os antigos gregos para colocar questões aos deuses. Situado na Grécia, no que foi a antiga cidade chamada Delfos (que hoje já não existe), no sopé do monte Parnaso, nas encostas das montanhas da Fócida, a 700 m sobre o nível do mar e a 9,5 km de distância do golfo de Corinto.
Delfos era um recinto e um complexo de construções num terreno sagrado para os antigos gregos, onde se realizavam os Jogos Píticos e havia um templo consagrado ao deus Apolo, originalmente consagrado à Pítia. Neste templo, as sacerdotisas de Apolo (Pitonisa) faziam profecias em transes. As respostas e profecias ali obtidas eram consideradas verdades absolutas. Hoje, suspeita-se que os transes e visões das sacerdotisas eram provocados por gases emitidos por uma fenda subterrânea no local.
Das rochas da montanha circundante brotam várias nascentes que formam fontes. Uma das fontes mais conhecidas desde tempos muito antigos era a fonte de Castália, rodeada de um bosque de loureiros consagrado ao deus Apolo. A lenda e a mitologia contam que no monte Parnaso e próximo desta fonte se reuniam algumas divindades, deusas menores do canto e da poesia, chamadas musas, e as ninfas das fontes, chamadas náiades. Nestas reuniões Apolo tocava a lira e as divindades cantavam.
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Ó homem, conhece-te a ti mesmo e conhecerás os deuses e o universo.
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— Inscrição no oráculo de Delfos, atribuída aos Sete Sábios (c. 650a.C.-550 a.C.)

oráculo de Delfos influenciou significativamente a colonização grega das costas do sul da Itália e da Sicília. Chegou a ser o centro religioso do mundo helénico.
A Fócida ou Fócia é uma antiga região do centro da Grécia atravessada pelo grande maciço do monte Parnaso. Na época da Grécia clássica uma parte desta região, a que está situada junto desse monte, tinha o topónimo de Pyto (ou Pito), em grego Πυθω. Este lugar é conhecido como Delfos, ou seja, Pyto e Delfos são sinónimos. O porto de Itea era o acesso por mar mais próximo de Delfos.
O recinto inclui ainda os chamados tesouros (θεσαυρυς), que eram pequenas construções semelhantes a capelas onde se guardavam os ex-votos e os donativos que frequentemente eram muito valiosos. Sabe-se que existiam estes tesouros:
  • Tesouro de Siracusa
  • Tesouro de Cirenea
  • Tesouro de Cnido
  • Tesouro de Sifnos
  • Tesouro de Sición (muito importante)
  • Tesouro de Tebas
  • Tesouro de Corinto
  • Tesouro dos etruscos
  • Tesouro dos atenienses (o único restaurado).

O Oráculo de Delfos foi um grande local sagrado da Grécia Antiga, dedicado ao deus Apolo (deus da luz, sol, profecia e verdade).

Ele se localizava no pé do Monte Parnaso (região central da Grécia). No centro do oráculo havia um grande templo em homenagem ao deus Apolo.

Os gregos recorriam ao oráculo para perguntar aos deuses sobre problemas cotidianos, questões de guerra, vida sentimental, previsões de tempo, etc. Os gregos acreditavam que os deuses ficavam neste oráculo, junto com ninfas e musas, orientando as pessoas.

O Oráculo de Delfos tornou-se, na antiguidade clássica, um dos mais importantes centros religiosos da Grécia Antiga. Hoje, suas ruínas atraem muitos turistas do mundo todo.








segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O IMPÉRIO ROMANO


Otávio tornou-se o primeiro Imperador, governando de 27 a.C. a 14 d.C. Suas primeiras medidas tinham por finalidade reestruturar a administração do novo Estado Imperial: restringiu as funções do Senado; criou uma nova ordem administrativa (as prefeituras); melhorou as formas de cobranças de impostos; instituiu a guarda pretoriana com a função de garantir a proteção do imperador.

Na economia, Otávio incentivou a produção e protegeu as rotas comerciais. Empreendeu a construção de várias obras públicas, o que gerou muitos empregos aos plebeus.
Para ganhar popularidade, Otávio adotou a política do “pão e circo”.
A paz, a prosperidade e as realizações artísticas marcaram o governo de Otávio Augusto. O século I, em que transcorreu seu governo, ficou conhecido como “a pax romana”.


Após o governo de Otávio, o Império Romano foi governado por várias dinastias:


1. Dinastia Júlio-Claudiana (do ano 14 ao 68).


2. Dinastia dos Flávios (do ano 69 ao 96).


3. Dinastia do Antoninos (do ano 96 ao 192).


4. Dinastia dos Severos (do ano 193 ao 235).

                                         

                                                CRISE E DECADÊNCIA DO IMPÉRIO

 O império Romano, no século III, foi afetado pela crise geral do escravismo, iniciada nos reinados dos últimos Antoninos. A prosperidade romana estava alicerçada na agropecuária e, nessa época, ocorreu uma decadência na produção de técnicas agrícolas, sobretudo na Itália. Somou-se a isso a interrupção da expansão romana no Ocidente, que levou à falta de mão-de-obra escrava, barateando,assim, o trabalho livre e assalariado. Os proprietários passaram a arrendar suas terras aos colonos, instituindo o “sistema de colonato” (a permanência do camponês na terra).

Desses fatores, resultou a diminuição da arrecadação de tributos, levando o Estado a dificuldades de manter a máquina administrativa, principalmente o exército, o que culminou com as invasões bárbaras.

                                                  O DOMINATO


O Dominato era uma monarquia despótica e militar, semelhante ao helenístico, ou seja, o poder do governante tinha uma fundamentação religiosa. O nome dessa instituição derivou de dominus (senhor), que foi como passaram a se intitular os imperadores a partir de Diocleciano.

No governo de Diocleciano, foi criada a Tetrarquia. Para melhorar a defesa das fronteiras, principalmente com a pressão dos bárbaros, o Império foi dividido em quatro partes, cada uma delas com governo próprio. Na economia, Diocleciano tentou reduzir a inflação, por meio do Edito Máximo que consistia na fixação dos preços máximos para os produtos comercializados e um limite de ganhos sobre a jornada de trabalhos.
Em 313, Constantino assumiu o poder e restabeleceu a unidade imperial, valorizando a idéia de que a base do Império estava fundada nas províncias do Oriente. Estabeleceu, em 330, a capital do Império Romano na antiga colônia grega de Bizâncio, rebatizada com o nome de Constantinopla. Além disso, instituiu o Edito de Milão, no qual reconheceu a religião cristã, transformando-a na mais importante de Roma. Ainda no século IV, os bárbaros iniciaram as invasões em busca de terras férteis. Em 378, os visigodos investiram contra o Império Romano, vencendo-o na batalha de Adrianópolis.
Teodósio foi o último imperador uno, instituiindo o Edito de Tessalônica, em 330, pelo qual a religião cristã tornava-se oficial do Império.
Por ocasião da morte de Teodósio (395), o Império foi divido em Ocidente, governado por Honório, e Oriente, governado por Arcádio – ambos filhos do Imperador.
O Império Romano decaiu em 476, invadido pelos hunos.
                                                                 
                                                              O CRISTIANISMO

                                                          O surgimento e expansão do cristianismo estiveram ligados diretamente ao Império Romano. A princípio, os romanos tinham uma religião politeísta dividida entre doméstica e oficial. Na doméstica, as famílias consideravam seus antepassados protetores e os cultuavam. Todas as casas possuíam um altar onde eram realizados os cultos.

Os romanos cultuavam diversas divindades herdadas dos gregos como Júpiter, Vênus, Diana, Baco, Minerva, Netuno e outros.
O cristianismo surgiu na Palestina, uma província romana e, progressivamente, difundiu-se por todo o Império Romano. É uma religião monoteísta, messiânica e profética. Jesus Cristo ensinou o amor a um único Deus, ao próximo, assim como pregou a humildade e a fraternidade.
Os princípios do cristianismo são: a crença na Trindade, crença em anjos, no juízo final, na ressurreição da carne e na vida eterna. A Boa Nova dos cristãos foi pregada pelos apóstolos, no Oriente, e chegou até Roma, posterior a morte de Cristo.
Inicialmente, essa religião foi muito perseguida pelo Estado romano. Mas, após sua oficialização por Teodósio, constituiu-se como a religião universal e a mais importante do Ocidente.



                                                                CULTURA
A cultura romana foi influenciada pela cultura grega. Após sua expansão pelo Mediterrâneo Oriental, essa influência intensificou-se, na medida em que os romanos entraram em contato direto com a cultura helenística.

O Direito romano foi um dos aspectos mais importantes que os romanos deixaram para outros povos. Ele surgiu como resultado de um processo histórico lento, fruto de lutas sociais distintas entre patrícios e plebeus.
A igualdade civil conseguida entre as duas camadas sociais possibilitou o aprimoramento do jus civili romano. Por outro lado, a conquista de outros povos exigiu um tratamento especial para os mesmos, originando o jus gentium. É de suma importância a introdução dos princípios de um direito natural, como por exemplo, o direito à vida.
Na literatura, destaque para Cícero, orador; os poetas Horácio, Ovídio e Virgílio; e como historiador, Tito Lívio, autor de História de Roma.
A Arquitetura foi a arte mais desenvolvida, marcada pela grandiosidade de suas construções: muralhas, estradas, teatros, anfiteatros, templos, aquedutos, termas e outros

domingo, 22 de agosto de 2010

O CAVALO DE TRÓIA


O cavalo de Tróia faz parte de um dos famosos estratagemas criados por Ulisses, com a finalidade de pôr termo à guerra travada com os Troianos que já durava há dez anos.


A guerra de Tróia foi desencadeada por Páris (filho do rei troiano Príamo) que, apaixonado por Helena (casada com Menelau), a raptou. Os príncipes gregos juntaram-se para defender a honra de Menelau e, sob o comando de Agamémnon, atacaram Tróia. Durante dez anos, os Gregos puseram cerco a Tróia, mas sem qualquer resultado vitorioso. Até que o herói Ulisses, que era muito inteligente, ardiloso e conhecido pela sua grande capacidade de orador, se lembrou de uma artimanha. Fingindo a derrota, os Gregos deixaram, como oferta, um enorme cavalo de madeira às portas das muralhas de Tróia.
 Convencidos da vitória, os Troianos transportaram o cavalo para dentro da cidade e festejaram durante toda a noite. Quando os Troianos, embriagados e cansados, começaram a dormir, guerreiros gregos, entre eles Ulisses, saíram do ventre do cavalo de madeira e atacaram-nos, conquistando por fim a cidade de Tróia. Esta foi então incendiada, o rei Príamo e a sua família foram mortos e Helena voltou para o marido.
Diz a lenda que a verdadeira Helena tinha ficado no Egipto, onde Menelau mais tarde a encontrou, e que Páris apenas tinha raptado o seu fantasma. Esta eventual estadia de Helena no Egipto é também justificada por um naufrágio sofrido durante a viagem de regresso e que terá levado Helena e Menelau até àquele país. O casal só conseguiu chegar a Esparta oito anos depois da guerra de Tróia.

OS VIKINGS



INTRODUÇÃO
Os vikings eram povos que habitavam a região da Península da Escandinávia (extremo norte da Europa) nas épocas Antiga e Medieval. Foram também chamados de normandos pelos franceses e italianos na Idade Média. A palavra viking origina-se do normando “vik” cujo significado mais provável é “homens do norte”.

UM POVO GUERREIRO


Durante a época antiga e medieval eles estabeleceram vários contatos comerciais com a Europa. Porém, entre os séculos VIII e XI, começaram a fazer várias incursões no continente europeu com o objetivo de saquear riquezas e conquistar terras. As pesquisas arqueológicas e os relatos históricos indicam que, através dos rios, penetraram em território europeu com seus barcos (drakars), levando o medo e a morte em regiões da França, Alemanha, Inglaterra, Irlanda e Rússia. A instabilidade, causada pelas invasões, fizeram com que o s europeus construíssem castelos e reforçassem a segurança nos portos, mas de nada adiantou em função do grande poderio bélico dos “povos do norte”. Além de ter favorecido a construção de castelos, as incursões estimularam a descentralização política durante o feudalismo.

                                                     CULTURA,RELIGIÃO E MITOLOGIA

A economia dos vikings baseava-se na pesca (principalmente do bacalhau) e do comércio marítimo que praticavam na região norte da Europa. Eram povos guerreiros, fato que impunha muito respeito na região. Fabricavam armas e scudos de metal e embarcações de guerra (drakar).

Não eram cristãos (somente por volta do ano 1000, com o contato com os europeus, começaram a aderir ao cristianismo), pois acreditavam em vários deuses (religião politeísta) ligados às forças da natureza. Odin (deus da sabedoria e da guerra) era a maior divindade entre este povo. Também acreditavam em outros deuses como, por exemplo, Thor (deus do trovão e filho de Odin) e Freyr (deus da paz e fertilidade).
Acreditavam também nas valkirias, mulheres valentes que cavalgavam com Odin durante as batalhas. Eram elas que conduziam os bravos guerreiros, mortos em batalhas, para a valhalla (o céu dos vikings).

thor,Deus viking da guerra

Os grandes monumentos gregos


 PARTENON

O Partenon,é provavelmente o mais conhecido de todos os templos gregos da antiguidade. Construído entre 480 e 323 a.C. representa todo o refinamento e estilo da arquitetura de Atenas nesse período. Dedicado à deusa Atenas foi posteriormente transformado em igreja dedicada à Santa Sofia, e mais tarde convertido pelos francos na Catedral de Santa Maria de Atenas. Foi depois transformado em mesquita pelos turcos.

Erguidas sobre fundações de alvenaria de calcáreo, que atingiam alguns metros de profundidade, as construções desse período foram capazes de resistir por mais de 20 séculos, mesmo em regiões de razoável atividade sísmica. O estado atual do Partenon é devido à uma explosão no depósito de pólvora que tinha sido instalado no edifício no ano de 1687 que o danificou bastante. Foram destruídos 28 pilares, as paredes internas e as lajes de mármore da cobertura. Originalmente, a estrutura do Partenon era a indicada no esquema ao lado.
Erguidas sobre fundações de alvenaria de calcáreo, que atingiam alguns metros de profundidade, as construções desse período foram capazes de resistir por mais de 20 séculos, mesmo em regiões de razoável atividade sísmica. O estado atual do Partenon é devido à uma explosão no depósito de pólvora que tinha sido instalado no edifício no ano de 1687 que o danificou bastante. Foram destruídos 28 pilares, as paredes internas e as lajes de mármore da cobertura. Originalmente, a estrutura do Partenon era a indicada no esquema ao lado.

Uma das marcas do Partenon, são suas colunas. As externas, são 46 no total, possuem 10,43 m de altura, 1,90 m de diâmetro na base e 1,45 m no nível do capitel, um esquema dessas colunas pode ser visto na figura ao lado.
O refinamento atingido pelos construtores gregos pode ser percebido pelos esquemas abaixo, que mostram como foram feitos o pilares e vigas dessa estrutura a partir da junção de blocos de pedra com cavilhas de madeira.

 
 
 
 
 
 

O Partenon é um templo grego erguido em Atenas, na época do governo de Péricles, em homenagem a Atena, filha de Zeus na mitologia grega. Após a destruição da cidade de Atenas pelas invasões dos persas, não havia restado nada além de templos arruinados, e não havia um templo que pudesse demonstrar a importância da cidade. Péricles então sugeriu que se construísse um templo grandioso, que pudesse comportar uma estátua de proporções gigantescas em homenagem à deusa Atena: uma estátua coberta de ouro e marfim. No ano de 448 antes de Cristo, após muitas discussões, resolveu-se construir o Partenon. Os arquitetos escolhidos para o projeto do templo foram Ictino e Calícrates, e o escultor escolhido foi Fídias. O projeto alcançou popularidade entre os atenienses, pois além de representar um monumento à glória da própria cidade, a construção em si geraria muitos empregos remunerados pelo poder público. Plutarco, em seu livro A Vida de Péricles, descreveu uma verdadeira legião de trabalhadores de especialização bastante diversificada, que foram empregados na construção do templo. Os templos em homenagem aos deuses gregos eram geralmente construídos em escala monumental, sendo constituídos de materiais nobres caros, porém duráveis. Empregava-se largamente, por exemplo, o uso do mármore.

Tais construções contrastavam muito com as moradias gregas, estas muito humildes, da mesma forma que, na Idade Média, as vultosas catedrais contrastavam com as pequenas e modestas casas que as cercavam. No entanto, os templos gregos destruídos pelos persas não foram reconstruídos, e apenas pensou-se novamente na construção de um novo templo a partir da sugestão de Péricles. O Partenon trata-se de um templo cercado por uma fileira única de colunas dóricas, possuindo as medidas de 30,88 metros de frente por 69,50 metros de fundo. As colunas são dispostas em número de oito nas partes frontal e de fundo, e são dispostas em número de dezessete nas laterais. O diâmetro das colunas são de 1,91 metros em sua base, e possuem uma altura de 10,43 metros. As colunas se estreitam ligeiramente conforme a altura aumenta. O santuário principal (a câmara onde se situa a estátua de Atena) é dividido em duas partes, diferentemente do modo usual como as câmaras santuárias eram construídas nos demais templos. As dimensões de largura e profundidade do templo obedecem à proporção 9:4, assim como o diâmetro das colunas em relação à distância entre os eixos delas também obedecem a essa mesma proporção. A largura frontal, em relação à altura do templo, da mesma forma, obedece à proporção 9:4. Portanto, a coerência harmônica das proporções do Partenon tem origem em relações matemáticas. A construção do Partenon foi bastante dificultosa, pois as fontes dos materiais empregados eram situadas em lugares longínquos. O mármore utilizado na construção do templo era transportado por cerca de 16 quilômetros, da fonte ao local de seu uso. O transporte do mármore era bastante custoso, e os gregos jamais haviam concebido a construção de um templo inteiramente em mármore.

                                                     O TEMPLO DE ÁRTEMIS 

   

 Foi o Templo de Artemis em Éfeso.
Erguido por Creso, rei da Lídia (450 a.C. ), em Éfesso, na atual Turquia, em honra à deusa dos bosques.
Media 138 m por 71,5 m, com colunas de 19,5 m. Famoso pela obras de arte, entre elas a escultura de Ártemis em ébano, ouro, prata e pedra preta. Incendiado por uma maníaco. Reconstruído em 356 a.C. foi arrasado pedos godos. Algumas esculturas estão no Museu Britânico.

A estrutura que ganhou uma marca na lista da Maravilhas foi contruída por volta de 550 a.C.
Conhecido como um grande templo de mármore , foi patrocinado pelo rei da Lídia Croesus e foi desenhado pelo arquiteto Grego Quérsifron e por seu filho Metágenes. Foi decorado com estátuas de bronze esculpidas pelos mais experientes artistas de sua época: Fídias, Polyceitus, Kresilas e Phradmon. Na noite de 21 de julho de 356 a.C. (noite de nascimento de Alexandre, o Grande), um homem louco chamado Eróstrato queimou o templo, colocando-o no chão, numa tentativa de imortalizar seu nome. Foi reconstruído, dessa vez, em 20 anos.
Quando São Paulo visitou Éfeso para pregar o Cristianismo no século I d.C., ele foi confrontado pelo culto a Artemis que não tinha nenhum plano de abandonar seus deuses. E quando o templo foi destruído pelos barbaros godos em 262 d.C., os Gregos efesianos juraram reconstruí-lo. No século 4 d.C. a maioria dos Gregos efesianos se converteram para o Cristianismo e o templo perdeu sua importância religiosa. O capítulo final veio em 401 d.C. quando o Templo de Artemis foi divido por
São João Crisostomo
(Santo da Grega Catolica Ortodoxa Igresa). Éfeso foi mais tarde foi desertada, e somente no fim do século XIX o local foi escavado. A escavação revelou as fundações do templo e a estrada para o agora local pantanoso. Tentativas de reconstruir o templo foram feitas recentemente, mas somente poucas colunas foram reerguidas
.
Este templo levou 200 anos para ficar pronto, em 550 a.C., pois foi reconstruído e aumentado muitas vezes. Somente na quarta expansão, o Templo foi incluído na lista das Maravilhas do Mundo. Era notável pela suas 127 colunas de mármore. Elas estavam dispostas em fila dupla, em volta da cela (espaço interno).
• A fundação do templo era em forma retangular, semelhante a muitos templos da época. Diferente dos outros santuários, entretanto, a construção era feita de mármore, à exceção de sua cobertura em azulejo e madeira, com uma fachada decorada sobre um amplo pátio. Degraus de mármore ao redor da plataforma da construção levavam para o terraço alto retangular de aproximadamente 80 m por 130 m. As colunas, de 20 m de altura, eram de arquitetura jônica e com entalhes nos lados circulares. Era notável pela obras de arte que o adornavam e pelas suas 127 colunas de mármore, no total. Elas estavam alinhadas ortogonalmente em fila dupla sobre a área total da plataforma, exceto na cela central ou casa da deusa.
Das esculturas, salvaram-se cópias da famosa estátua de Ártemis, em versão pouco grega da deusa, pelo excesso de rigidez. Apresenta-se de pé, tensa, em posição de sentido, com as mão estendidas para os lados. A estátua original, em ouro, ébano, prata e pedra negra, tinha as pernas e quadris cobertos por um manto. Altos-relevos de animais e abelhas lhe decoravam as vestes e um penteado piramidal lhe encimava a cabeça.
A descrição detalhada do templo ajudou os arqueologistas a reconstruírem o edifício. Muitas reconstruções tal como a de H. F. von Erlach, descreveram a fachada com um pórtico de 4 colunas que nunca existiram. Reconstruções mais precisas podem dar-nos uma idéia sobre o design geral do templo. Entretanto, sua verdadeira formosura repousa nos detalhes arquitetônicos e artísticos que continuarão desconhecidos para sempre.
Hoje o local do templo é um campo pantanoso. Uma única coluna está erguida para lembrar aos turistas que uma vez, esteve naquele lugar uma das maravilhas do mundo antigo

Localização: Na antiga cidade de Éfeso, próxima à atual cidade de Selcuk, cerca de 50 km ao sul de Izmir, na costa oriental da região onde hoje se situa a Turquia.
Dimensões: 80 x 130 x desconhecida m (largura x profundidade x altura)
Função da Construção: Construção Religiosa
Civilização Construtora: Grega
Anos de Existência: 194 anos (ainda existem pedaços)
Material Predominante: Mármore



COLOSSUS DA ILHA DE RODES


Em toda a sua história, a antiga Grécia era composta de cidades-Estados as quais tinham poder limitado fora de suas fronteiras. Na pequena ilha de Rhodes havia três destas: Ialysos, Kamiros e Lindos. Em 408 a.C., as cidades uniram-se para formar um único território, com uma capital unificada, Rhodes.
A cidade prosperou comercialmente e tinha forte laços econômicos fixada com seu principal aliado, Ptolomeu Soter do Egito. Em 305 a.C., os Gregos da Macedônia que também eram rivais de Ptolomeu, cercaram Rhodes para numa ação para quebrar a aliança Rodo-Egípcia. Eles nunca conseguiram penetrar na cidade. Quando um acordo de paz foi assinado em 304 a.C., os Gregos da Macedônia suspenderam o cerco, deixando um rico equipamento militar para trás. Para celebrar sua união, os rodianos venderam o equipamento e usaram o dinheiro para erguer uma enorme estátua representando seu deus do sol, Hélio.

A construção do Colossus levou 12 anos e foi terminada em 282 a.C. Por anos, a estátua ficou na entrada do porto, até que um forte terremoto atingiu Rhodes em 226 a.C. A cidade estava completamente destruída e o Colossus quebrou-se no seu ponto mais fraco: o joelho. Imediatamente, os rodianos receberam uma oferta de Ptolomeu Eurgetes do Egito que cobriria todos os custos de reparação para o monumento tombado. Entretanto, um oráculo foi consultado e proibiu areconstrução.
A oferta de Ptolomeu foi recusada.


 Por quase um milênio, a estátua quebrada permaneceu em ruínas. Em 654 d.C., os barbaros árabes invadiram Rhodes.
Eles desmontaram o resto do Colossus quebrado e venderam para um comerciante judeu da Síria.
Acredita-se que os fragmentos foram transportados para a Síria nas costas de 900 camelos, e após foi derretido.

• O projeto foi licenciado pelo escultor Rodiano
Cares de Lindos. Para construiu a estátua, seus trabalhadores fundiram a parte externa de bronze da pele. A base foi feita de mármore branco e o pé e o tornozelo da estátua foram ligados primeiro. A estrutura foi gradualmente erguida à medida que o bronze era reforçado com uma estrutura de 7t de ferro e rochas para apoiar a estátua. Para alcançar as partes mais altas, foi construída uma rampa desde o chão e que envolvia a estátua; ela, mais tarde, foi retirada. Quando o Colossus estava pronto, ele tinha 46 m de altura e pesava cerca de 70t. E quando estava caído, "poucas pessoas puderam fazer seus braços armas encontraram em volta do polegar", escreveu Pliny.


Localização: Na entrada do porto na ilha de Rhodes no Mediterrâneo, Grécia.
Dimensões: desconhecido x desconhecido x 46 m (largura x profundidade x altura)
Função da Construção: Construção Artística
Civilização Construtora: Grega
Anos de Existência: 56 anos
Material Predominante: Bronze Marmori Pedra e ferro.



                                             A ESTÁTUA DE ZEUS


               
 "Em sua mão direita uma figura de Vitória feita de marfim e ouro. Em sua mão esquerda, seu cetro embutido com todos os metais, e uma águia empuleirada no cetro. As sandálias do deus são feitas de ouro, como o seu manto."
(Pausanias, o Grego em 2 d.C .) 








 O magnífico templo de Zeus foi desenhado pelo arquiteto Libon a foi construído entre 456 e 447 a.C. Sob o poder crescente da Grécia Antiga, o templo em estilo Dórico simples tornou-se muito mundano, e modificações foram necessárias.
O escultor atenense Fídias, o mais célebre escultor da Antigüidade, foi designado para realizar a majestosa estátua de zeus.
Depois desta estátua, Fídias não fez mais nenhuma outra obra.

O templo foi destruído por fogo no século 5 a.C.. Antes, a estátua foi transportada pelos Gregos abastados para um palácio em Constantinopla. Lá, sobreviveu durante algum tempo, mas não resistiu a um severo incêndio em 462 d.C. Hoje, nada resta do local no velho templo, exceto rochas e ruínas, a fundação do prédio, e colunas em destroços.

Tinha 15 metros de altura, foi feita de marfim e ébano e era toda incrustada de ouro e pedras preciosas. mostrava Zeus sentado em seu trono de cedro. Tinha uma coroa em torno da cabeça. Trazia uma estátua de Nicéia, deusa da vitória, em sua mão direita espalmada, e um cetro (bastão de rei) com uma águia na sua mão esquerda. 


• Fídias começou a trabalhar na estátua por volta 440 a.C.. Anos antes, ele tinha desenvolvido uma técnica para construir colossais estátuas de ouro e marfim. Esta foi feita erguendo uma armação de madeira no qual lâminas de metal e marfim colocadas para suprir a cobertura externa. A oficina de Fídias em Olímpia foi descoberto em 1950 e ainda existe, e é, coincidentemente, - ou não - idêntica no tamanho e orientação ao templo de Zeus. Lá, ele esculpiu os diferentes pedaços da estátua antes de montá-la no templo.

Quando a estátua foi terminada, quase não entrou no templo. Strabo escreveu:
"... embora o templo seja muito grande, o escultor é criticado por não Ter calculado as proporções corretas. Ele mostra Zeus sentado, mas com a cabeça quase tocando o teto, então nós temos a impressão de que se Zeus se levantasse, destelharia o templo."

Strabo estava certo, exceto quando ele disse que o escultor deve ser elogiado e não criticado. É este tamanho impressionante que fez a estátua tão maravilhosa. A idéia de que o rei dos deuses é capaz de destelhar o templo se ele se levantasse, fascinou igualmente a poetas e historiadores. A base da estátua era de 6,5 m de largura e 1 m de altura. A altura da própria estátua era de 13 m, equivalente a um moderno edifício de 4 andares.

Cópias da estátua foram feitas, incluindo um grande protótipo em Cirene, na Líbia. Nenhuma delas, entretanto, sobreviveu até os dias de hoje. Reconstruções anteriores foram feitas por von Erlach, sabendo-se agora que era imprecisa. Nós podemos apenas imaginar a verdadeira aparência da estátua - o maior trabalho da escultura grega.


Localização: Na antiga cidade de Olímpia, na costa oeste da atual Grécia, cerca de 150 km a oeste de Atenas
Dimensões: 6,5 x desconhecida x 15 m (largura x profundidade x altura)
Função da Construção: Construção Artístico-Religiosa
Civilização Construtora: Grega
Anos de Existência: 909 anos
Material Predominante: Marfim e ouro